Resumo da doutrina espírita – Capítulo IV

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Resumo da doutrina espírita – Capítulo IV

Como já digo noutro local, a aceitação da vida depois da morte e de outros factos relacionados com a transcendência, hoje em dia, já não depende da crença, da fé ou de qualquer predisposição misteriosa relacionada com a natureza íntima de cada um.

 

Resumo da doutrina espírita – Capítulo IV

Hoje em dia, com toda a abundância de dados científicos que existem em torno destas questões a aceitação de tais fenómenos SITUA-SE APENAS NO DOMÍNIO DA INFORMAÇÃO. Basta dispor de vontade e de coragem intelectual para enfrentar essa mesma riqueza de dados, TAL COMO AQUELES QUE APRESENTO A SEGUIR.

O tema desta notícia é exactamente um conjunto de FACTOS não exactamente NOVOS mas que podem ser hoje entendidos de forma mais absolutamente clara e concreta, devido às conquistas das modernas tecnologias ao serviço da ciência médica e, em particular, dos processos de socorro de emergência e de reanimação, largamente vulgarizados em crescente número de países.

As provas de uma outra vida tornadas perfeitamente evidentes

Uma enorme quantidade de pessoas, vítimas de acidentes ou de outras situações limite, depois de uma comprovada morte clínica, com paragem cardíaca e paralização completa da actividade cerebral, têm sido reanimados em todo o mundo por processos agora crescentemente difundidos em acções de salvamento ou socorro de emergência hospitalar.

Do número total dessas pessoas, há cerca de 18% que se lembra da sua viagem ao outro lado da existência, com farta quantidade de recordações de grande nitidez de que resultam memórias inapagáveis e, mais do que isso: a ocorrência de efeitos transformadores do carácter e das concepções de vida!

Só nos Estados Unidos da América registam-se, em média, quase 800 casos desse tipo, diariamente. Um estudo de Evelyn Elsaesser-Valarino, da Universidade de Genève, de 2005, naturalmente já largamente ultrapassado, refere cifras devidamente comprovadas que atingem a casa dos milhões, nos vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, sem falar numa imensidade de casos espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Segundo os estudos de diversos investigadores, entre os quais o psiquiatra americano Raymond Moody, autor de um livro que fez escola “Life after life” (A Vida depois da Vida), a enorme maioria dos casos de NDE (ou EMI) resultam em experiências consideradas plenamente “felizes”, largamente inspiradoras e estimulantes para os seus protagonistas, mas 4 a 5% dos casos resultam em vivências negativas ou assustadoras;
Ainda desse total inicial, 12% dos casos registados, dizem respeito a memórias muitíssimo elaboradas de experiências e percepções riquíssimas, em meio profundamente impressionante e transformador do carácter de quem passa por elas.

Na internet, a quantidade de informações, debates, depoimentos e muitas outras emanações desta questão é, nem mais nem menos, TORRENCIAL.

Esse facto tem-me convencido de que ESTAMOS NA ENTRADA DE UMA NOVA ERA DA COMPREENSÃO DE UM FENÓMENO tão comezinho e vulgar, como desconhecido e perturbador: a morte e o LADO DE LÁ!…

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Muitos milhares (aliás, milhões) de depoimentos depois, por todo o mundo, de pessoas de culturas, idades, sexos e ideologias completamente diferentes, verifica-se uma identidade coerente de teores narrativos das referidas experiências que lhes confere uma credibilidade que milhares de especialistas em todos os campos amplamente reconhecem.

O fenómeno em si, nem sequer é moderno. É antiquíssimo.
Platão, num dos livros da República, descreve o “mito de Er”, o Arménio, Panfílio de nascimento, um soldado que “morre” e vem de novo a si, narrando a sua odisseia no além, duma forma em tudo compaginável com os actuais depoimentos das pessoas que passam por EMI’s!

Há muitos registos desde a antiguidade, textos na Bíblia que podem ser conotados de forma concreta com esta ordem de fenómenos (já para não falar no segredo em que ainda está mergulhada a cultura do Cristianismo Gnóstico) e tantos outros depoimentos e casos ao longo da História.

O sueco Emanuel Swedenborg (1688-1772), um insigne filósofo, cientista e homem de vastíssima creatividade e cultura, activo em vários países europeus no desenvolvimento de variadíssimos domínios, publicou – a partir dos 56 anos – um conjunto de obras que foram tidas como visões estranhas e fantasistas, e que têm sido analisadas apenas agora como relatos directamente derivados de “experiências de morte iminente”.
Não foi reconhecido no seu tempo (tendo interessado entretanto muitos pensadores, entre os quais Kant) e várias instituições culturais lançam agora um olhar completamente diferente à sua notabilíssima herança cultural e científica. De realçar que este eminente intectual, homem de ciência e de cultura está devidamente identificado como um dos percursores da filosofia doutrinária do espiritismo.

O já citado Dr. Raymond Moody, foi o investigador que primeiramente utilizou a sigla e a expressão dos NDE’s (Near Death Experiences). No seu famoso livro “Life after Life” , de 1975, dedica-lhe uma secção onde coloca as “visões” ou “sonhos” de Swedenborg em estrito paralelo com os actuais registos dos mesmos EMI’s.

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A OCULTAÇÃO DO FENÓMENO

Falar num tema que “se arrisca” a derrubar o mito materialista e comprovativo de que há VIDA DEPOIS DA VIDA é um tabu que mantém em silêncio a grande massa dos meios de comunicação.

As visões de enorme serenidade espiritual, de segurança e felicidade que são eloquentemente referidos pelas pessoas que registaram EMI’s (Experiências de Morte Iminente), e efeitos complementares de elucidativa transcendência espiritual, vêm trazer ao debate da questão fundamental da vida depois da morte um impulso irresistível no sentido do seu esclarecimento, em moldes de uma clareza até agora imprevista.

Um site da especialidade francês não hesita e escreve num título: Le matérialisme est mort !

Acontece que a visão académica e os poderes “científicos” instituídos rejeitam, liminarmente, toda e qualquer visão que simplesmente consinta uma abordagem de uma transcendência espiritual, com a simples hipótese de explicações menos que radicalmente materialistas. De acordo com esse pensamento o destino do homem é debaixo da terra, o pensamento localiza-se no cérebro e depende de agentes químicos segregados pelo organismo (ou ingeridos como drogas ou medicamentos).
Seguindo esse ponto de vista, muito pior do que um filme de susto ou de um livro desanimador e pessimista, nós saímos não se sabe de onde e o nosso destino futuro é nulo.

Como sabemos, as culturas instaladas defendem-se de modo intransigente, ciosas de perder a sua influência e o seu poder!…
Também houve no passado uma teoria que declarava, com base em infalibilidades teológicas, que era o Sol que andava em torno da Terra e esta era o centro do universo!…

O primeiro homem que comprovou o contrário correu risco de vida e teve de abjurar dos seus princípios, face à intolerância da Inquisição. Chamava-se Galileu Galilei.

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Entretanto uma imensidade de documentos, uma curiosidade e um interesse sem medida fazem rebentar pelas costuras um debate acelerado e candente em torno deste tema, em universidades, laboratórios, hospitais, congressos, encontros, etc.

Como tema de interesse cultural e científico, com evidente projecção no domínio de interesses espirituais que nos animam, o assunto vai continuar a ser tratado aqui.

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Para já, é favor lerem

O primeiro caso de Experiência de Morte Iminente (EMI) de que tive conhecimento detalhado

e seguidamente:

Resumo do livro “Ich war klinisch tot”, de Stephan von Jankovich

o depoimento de Stefan von Jankovich, ele próprio protagonista de uma impressionante Experiência de Morte Iminente, em Setembro de 1964, inserido adiante neste blogue, bem como outras notícias listadas no menu Experiências de Morte Iminente – EMI.

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(continuar a ler no Capítulo V – basta clicar aqui)

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